Paris é incrível.
Roma merece a fama.
Buenos Aires é uma excelente porta de entrada para viagens internacionais.
Nova York provavelmente nunca vai ficar sem coisas para mostrar.
Mas existe um momento em que alguns viajantes começam a procurar outra coisa.
Não necessariamente um lugar melhor.
Apenas diferente.
Uma pequena cidade de pedra no interior da Colômbia.
Uma estrada atravessando a Patagônia.
Uma vila medieval portuguesa onde o céu noturno é uma das atrações.
Uma ilha vulcânica no meio do Atlântico.
Ou uma região no norte da Argentina com montanhas tão coloridas que parecem ter sido pintadas.
São lugares que talvez não apareçam primeiro quando alguém pergunta:
“Para onde viajar para fora do Brasil?”
E é justamente aí que mora a graça.
Se você gosta da sensação de chegar a um destino e ainda ter alguma coisa para descobrir, estes são 10 destinos fora do Brasil para quem quer fugir dos roteiros mais óbvios.
1. Quebrada de Humahuaca — Argentina
Esqueça Buenos Aires por alguns minutos.
Existe outra Argentina muito diferente esperando no norte do país.
A Quebrada de Humahuaca, na província de Jujuy, é uma região marcada por:
montanhas coloridas;
cactos gigantes;
pequenos povoados;
cultura andina;
ruínas pré-colombianas;
salinas;
paisagens de altitude.
A região é reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO e se estende pelo vale do Rio Grande.
Entre os lugares mais conhecidos estão:
Purmamarca;
Tilcara;
Humahuaca;
Maimará.
Purmamarca abriga o famoso Cerro de los Siete Colores.
Tilcara combina ruas pequenas, cultura andina e o Pucará de Tilcara.
E seguindo pela região ainda é possível pesquisar experiências envolvendo Salinas Grandes e a impressionante Serranía de Hornocal.
Imagine acordar ali
Nada de avenida gigantesca.
Nada de arranha-céu.
Você abre a porta.
Montanhas aparecem ao redor.
Casas baixas.
Ar seco.
Cactos.
Uma pequena rua de pedra.
Mais tarde, talvez esteja diante de uma montanha formada por diferentes tonalidades.
Parece muito pouco com a Argentina que aparece primeiro nos anúncios de viagem.
E esse é exatamente o motivo para ir.
Atenção à altitude
Partes da região estão em grandes altitudes.
As Salinas Grandes, por exemplo, ficam acima de 3.400 metros segundo o turismo oficial argentino.
Não trate isso como detalhe.
Aclimatação, hidratação e ritmo da viagem precisam ser considerados.
Para quem é: cultura, road trip, fotografia e paisagens diferentes.
2. Barichara — Colômbia
Quando alguém fala em Colômbia, alguns nomes aparecem rapidamente:
Cartagena.
Bogotá.
Medellín.
San Andrés.
Mas existe outra Colômbia escondida entre montanhas.
Barichara.
É uma pequena cidade histórica no departamento de Santander.
Ruas de pedra.
Casas claras.
Telhados de barro.
Igrejas.
Montanhas.
Mirantes.
Artesanato.
E um ritmo que parece ter esquecido de acompanhar o restante do mundo.
O turismo oficial colombiano destaca Barichara como um destino de patrimônio e apresenta experiências ligadas a artesanato, arqueologia, gastronomia e às paisagens sobre o cânion do rio Suárez.
Aqui você não precisa fazer muita coisa
Essa talvez seja a maior qualidade.
Imagine acordar.
Tomar café.
Sair caminhando.
Você vira uma rua.
Depois outra.
Encontra uma pequena praça.
Mais adiante aparece uma igreja.
Então a cidade termina e as montanhas começam.
Não existe aquela sensação de:
“Meu Deus, ainda faltam oito atrações.”
Barichara combina melhor com quem aceita viajar devagar.
Para deixar a experiência mais interessante
Pesquise o Camino Real, rota histórica que conecta Barichara à pequena Guane.
É justamente esse tipo de experiência que transforma o destino em algo maior do que simplesmente uma cidade bonita para fotografar.
Para quem é: casais, história, caminhada e tranquilidade.
3. Carretera Austral — Chile
Agora esqueça completamente a ideia de escolher uma única cidade.
Aqui, o destino é a estrada.
A Carretera Austral, também conhecida como Ruta 7, atravessa mais de 1.200 quilômetros da Patagônia chilena.
Segundo o Chile Travel, a rota passa por:
florestas nativas;
glaciares;
rios;
fiordes;
lagos;
pequenos povoados;
parques nacionais.
Entre os lugares do caminho aparecem nomes como:
Hornopirén;
Parque Nacional Pumalín;
Chaitén;
Coyhaique;
Puerto Río Tranquilo;
Parque Nacional Queulat;
Caleta Tortel;
Villa O’Higgins.
E ainda existe o famoso Lago General Carrera com as Capelas de Mármore.
Essa não é uma viagem para correr
Imagine dirigir.
A estrada continua.
Montanhas aparecem.
Depois floresta.
Depois água.
Em determinado ponto você precisa utilizar uma balsa.
Mais adiante a estrada muda novamente.
Talvez pare porque viu uma paisagem que não estava no roteiro.
Essa é a viagem.
Não apenas chegar.
A logística importa muito
O turismo oficial chileno alerta que existem trechos de ripio, clima variável, travessias de balsa e áreas com serviços limitados.
A recomendação oficial atual aponta o verão, de dezembro a março, como período mais favorável para percorrer a rota, principalmente pelas condições climáticas e dias mais longos.
Isso não significa simplesmente alugar qualquer carro e sair dirigindo.
Pesquise:
condições da estrada;
combustível;
travessias;
hospedagem;
distâncias;
clima;
veículo adequado.
A Carretera Austral recompensa planejamento.
Para quem é: road trip, aventura, natureza e Patagônia.
4. São Miguel — Açores, Portugal
Portugal normalmente começa assim:
Lisboa.
Porto.
Sintra.
Talvez Algarve.
Mas coloque o dedo no meio do Atlântico.
Ali está o arquipélago dos Açores.
E sua maior ilha é São Miguel.
O turismo oficial dos Açores a chama de Ilha Verde.
O apelido faz sentido.
Lagoas vulcânicas.
Montanhas.
Pastagens.
Falésias.
Águas termais.
Praias de origem vulcânica.
Trilhas.
Mirantes.
Pequenas localidades.
Entre os lugares mais conhecidos estão:
Sete Cidades;
Lagoa do Fogo;
Furnas;
Ponta da Ferraria;
Vila Franca do Campo.
Imagine dirigir pela ilha
Chove um pouco.
Depois abre.
Você continua.
De repente encontra um mirante.
Para.
Lá embaixo existe uma enorme lagoa dentro de uma paisagem vulcânica completamente verde.
Mais tarde, pode estar numa região de águas termais.
No dia seguinte, diante do Atlântico.
São Miguel é Portugal.
Mas dificilmente lembra a viagem tradicional de Lisboa e Porto.
Um detalhe interessante
Na Ponta da Ferraria existe uma área onde a atividade geotérmica aquece a água do mar em determinadas condições.
A ilha também possui uma extensa rede oficial de trilhas.
Antes de caminhar, verifique sempre o estado atualizado dos percursos.
Para quem é: natureza, road trip, trilhas e paisagens vulcânicas.
5. Monsaraz e Lago do Alqueva — Portugal
Continuamos em Portugal.
Mas agora vamos para o Alentejo.
No alto de uma colina existe uma pequena vila medieval cercada por muralhas:
Monsaraz.
Casas brancas.
Ruas estreitas.
Pedra.
Castelo.
Silêncio.
Lá de cima, aparece o enorme Lago do Alqueva.
O Visit Portugal descreve Monsaraz como uma vila de origem medieval que conseguiu preservar suas características ao longo dos séculos.
O castelo remonta ao século XII.
Mas existe outra razão para passar a noite na região.
Quando o sol desaparece, começa outra atração
O Alqueva possui condições reconhecidas para observação do céu noturno graças à baixa poluição luminosa.
A região conta com experiências ligadas ao Dark Sky Alqueva.
Imagine a cena.
Vocês jantaram.
Saem.
Nenhuma iluminação gigantesca de cidade.
Olham para cima.
E percebem quantas estrelas simplesmente desapareceram da nossa rotina urbana.
Durante o dia
Explore:
Monsaraz;
castelo;
monumentos megalíticos;
gastronomia alentejana;
vinhos;
Lago do Alqueva.
No verão, existe inclusive praia fluvial na região.
Por que fugir para lá?
Porque você pode visitar Portugal sem montar uma viagem inteira baseada em grandes cidades.
Às vezes uma vila pequena e uma noite olhando para o céu ficam mais na memória do que mais um monumento famoso.
Para quem é: casal, história, vinho e tranquilidade.
6. Cuenca — Equador
Quito e Galápagos normalmente dominam a imaginação quando alguém pensa no Equador.
Mas existe uma cidade andina que merece entrar no radar:
Cuenca.
O turismo oficial equatoriano destaca a cidade por sua localização nos Andes, arquitetura, gastronomia, paisagens e centro histórico reconhecido pela UNESCO.
É uma opção especialmente interessante para quem gosta de:
cidades históricas;
arquitetura colonial;
mercados;
igrejas;
gastronomia;
montanhas.
A vantagem de Cuenca
Ela consegue oferecer experiência urbana sem exigir o ritmo de uma grande metrópole.
Imagine acordar.
Sair caminhando pelo centro histórico.
Encontrar fachadas antigas.
Igrejas.
Praças.
Cafeterias.
Mais tarde, talvez visitar mercados ou explorar os arredores.
Tudo isso cercado pelo ambiente andino.
E o Equador vai muito além
O país reúne Andes, Amazônia, costa do Pacífico e Galápagos.
Cuenca pode funcionar como entrada para uma viagem equatoriana menos óbvia.
Em vez de correr diretamente para os lugares mais famosos, você começa pela cidade.
Observa.
Come.
Caminha.
Entende um pouco do país.
Depois continua.
Para quem é: cultura, arquitetura, Andes e gastronomia.
7. Salta e os Vales Calchaquíes — Argentina
Sim, outra Argentina.
Porque limitar o país a Buenos Aires e Bariloche seria um desperdício.
Salta pode servir como base para explorar uma das regiões mais interessantes do noroeste argentino.
Montanhas.
Desertos.
Vinhedos de altitude.
Cactos.
Pequenos povoados.
Estradas sinuosas.
O turismo oficial argentino destaca lugares como a Cuesta del Obispo e a pequena Cachi entre as experiências do norte do país.
Imagine uma road trip
Você sai de Salta.
A cidade começa a desaparecer.
A estrada sobe.
Curvas.
Montanhas.
Cactos.
Depois o cenário muda.
Mais adiante aparece Cachi.
Em outra direção, os Vales Calchaquíes levam até regiões vinícolas como Cafayate.
Essa é outra Argentina.
Muito distante visualmente das avenidas de Buenos Aires ou das montanhas nevadas da Patagônia.
Um detalhe importante
Distâncias enganam no mapa.
Estradas de montanha podem tornar deslocamentos mais demorados do que parecem.
Não tente encaixar tudo num único dia.
O norte argentino fica muito melhor quando você permite que a estrada faça parte da viagem.
Para quem é: road trip, vinho, paisagens e cultura.
8. Wadi Rum — Jordânia
Agora vamos realmente sair do caminho tradicional.
Imagine dormir no meio do deserto.
Ao redor:
paredões gigantes de arenito;
montanhas;
areia;
silêncio;
horizonte.
À noite:
estrelas.
Você está em Wadi Rum, na Jordânia.
O lugar é conhecido como Vale da Lua e é Patrimônio Mundial.
A própria autoridade oficial de turismo da Jordânia destaca que Wadi Rum já foi utilizado pelo cinema para representar Marte.
E não é difícil entender o motivo.
Parece outro planeta
Durante o dia, as formações rochosas dominam a paisagem.
É possível pesquisar experiências em veículos 4×4, caminhadas, cavalgadas e atividades relacionadas à cultura beduína.
Quando anoitece, o céu assume o protagonismo.
Existem inclusive experiências estruturadas de observação astronômica na região.
E não precisa viajar até a Jordânia somente para Wadi Rum
Um roteiro pelo país pode combinar:
Amã;
Petra;
Wadi Rum;
Mar Morto;
Aqaba.
Isso transforma Wadi Rum numa peça de uma viagem maior.
Uma noite no deserto
Imagine terminar o jantar.
Sair do acampamento.
A luz diminui.
Você caminha alguns metros.
Para.
Nada de buzina.
Nada de prédio.
Nada de avenida.
Só deserto.
Se a intenção era fugir do roteiro normal, acho que conseguimos.
Para quem é: aventura, história, deserto e experiências diferentes.
9. Cabo Polonio — Uruguai
Uruguai não precisa significar apenas:
Montevidéu;
Punta del Este;
Colonia.
Na costa do departamento de Rocha existe uma experiência completamente diferente:
Cabo Polonio.
A região é conhecida por suas dunas, costa atlântica, farol e ambiente mais isolado.
Aqui a graça não está em grandes resorts.
Muito menos em shopping.
A ideia é outra.
Natureza.
Mar.
Areia.
Pouca interferência urbana.
É o tipo de lugar para desaparecer alguns dias
Imagine chegar depois de deixar para trás estradas convencionais.
Você encontra um pequeno povoado cercado por dunas e oceano.
Caminha.
Almoça.
Vai até o farol.
Observa o mar.
Talvez veja lobos-marinhos na região.
Depois anoitece.
O ritmo muda completamente.
Não vá esperando Punta del Este
Esse é exatamente o erro.
Cabo Polonio não precisa entregar a mesma estrutura.
O isolamento faz parte da experiência.
Por isso, pesquise cuidadosamente:
acesso;
hospedagem;
serviços;
condições climáticas;
regras da área protegida.
Aqui, menos estrutura não é necessariamente defeito.
É parte do motivo para viajar.
Para quem é: praia, natureza, tranquilidade e desconexão.
10. Bohinj — Eslovênia
Se você pensa em lagos europeus, talvez sua mente vá diretamente para Suíça, Itália ou Áustria.
Mas existe um pequeno país entre Alpes e Adriático que merece muito mais atenção:
Eslovênia.
E dentro dele existe Bohinj.
A região fica nos Alpes Julianos e tem como grande protagonista o Lago Bohinj.
Montanhas cercam a água.
Florestas chegam perto das margens.
Pequenos povoados aparecem pela região.
É uma alternativa para quem procura natureza europeia sem montar uma viagem inteira baseada nas capitais mais famosas.
E Bled?
O Lago Bled é muito mais conhecido internacionalmente.
E justamente por isso Bohinj entra neste artigo.
Não porque um seja “melhor”.
Mas porque são experiências diferentes.
Bohinj combina especialmente com:
trilhas;
montanhas;
natureza;
atividades no lago;
ritmo mais tranquilo.
Imagine uma manhã
Você acorda.
Está frio.
Caminha até a água.
As montanhas aparecem refletidas no lago.
Poucas pessoas estão por perto.
Não existe obrigação de correr para um museu às nove.
Talvez o plano seja simplesmente caminhar.
E talvez esse seja um dos dias mais memoráveis da viagem.
Para quem é: natureza, Alpes, trilhas e viagem tranquila.
Os 10 destinos em uma visão rápida
| Destino | País | Principal experiência |
|---|---|---|
| Quebrada de Humahuaca | Argentina | Montanhas coloridas e cultura andina |
| Barichara | Colômbia | Vila histórica e tranquilidade |
| Carretera Austral | Chile | Road trip pela Patagônia |
| São Miguel | Portugal | Vulcões, lagoas e águas termais |
| Monsaraz e Alqueva | Portugal | Vila medieval e céu estrelado |
| Cuenca | Equador | Cidade histórica nos Andes |
| Salta e Vales Calchaquíes | Argentina | Estradas, vinhos e montanhas |
| Wadi Rum | Jordânia | Deserto e cultura beduína |
| Cabo Polonio | Uruguai | Dunas, mar e isolamento |
| Bohinj | Eslovênia | Lago e Alpes Julianos |
Fugir do óbvio não significa procurar lugares desconhecidos
Esse é um ponto importante.
Você não precisa encontrar uma aldeia que ainda não apareceu no Google Maps.
Barichara recebe turistas.
Wadi Rum é conhecido internacionalmente.
Açores estão longe de ser segredo.
Carretera Austral é uma rota turística consolidada.
O objetivo é outro.
Sair do roteiro automático.
Quando alguém pensa Argentina:
Buenos Aires.
Quando pensa Portugal:
Lisboa.
Quando pensa Colômbia:
Cartagena.
Quando pensa Uruguai:
Punta del Este.
Existe muito mais depois da primeira resposta.
Destino pouco óbvio é sempre mais barato?
Não.
E essa confusão pode custar caro.
Menos famoso não significa automaticamente mais barato.
Às vezes acontece justamente o contrário.
Uma região remota pode exigir:
voo adicional;
carro;
transfer;
balsa;
guia;
hospedagem específica;
mais dias de viagem.
A Carretera Austral é um ótimo exemplo.
A experiência pode envolver veículo, combustível, travessias e longas distâncias.
Wadi Rum pode exigir transporte terrestre e organização de experiências no deserto.
Açores envolvem chegar a uma ilha no Atlântico.
Portanto, compare sempre o custo total da viagem.
Não apenas hotel.
Como descobrir destinos menos óbvios
Existe um método muito simples.
Quando escolher um país, não pesquise apenas:
“o que fazer na Argentina”.
Experimente pesquisar:
regiões da Argentina;
vilas históricas da Argentina;
parques nacionais da Argentina;
road trips na Argentina;
destinos naturais da Argentina;
patrimônios da UNESCO na Argentina.
Faça o mesmo com qualquer país.
A segunda camada da pesquisa costuma ser muito mais interessante do que a primeira.
Escolha uma região, não apenas uma atração
Essa é outra estratégia poderosa.
Você encontrou Barichara.
Ótimo.
Agora pesquise Santander.
Encontrou Monsaraz.
Pesquise Alentejo.
Gostou de Purmamarca.
Pesquise toda a Quebrada de Humahuaca.
Encontrou Puerto Río Tranquilo.
Pesquise Carretera Austral.
De repente, aquela atração que renderia uma fotografia vira uma viagem inteira.
É assim que bons roteiros começam.
Qual destes destinos é melhor para uma primeira viagem internacional?
Se você ainda nunca saiu do Brasil e quer fugir do óbvio sem aumentar demais a complexidade, pode começar pesquisando opções sul-americanas.
Quebrada de Humahuaca.
Salta.
Barichara.
Cabo Polonio.
Cuenca.
Ainda assim, alguns exigem deslocamentos internos e mais planejamento do que capitais como Buenos Aires ou Santiago.
Por isso, “menos óbvio” não significa necessariamente “mais fácil”.
Para uma primeira viagem, considere:
idioma;
voos;
transporte terrestre;
documentação;
internet;
hospedagem;
estrutura turística.
A aventura começa a ficar menos divertida quando você percebe no aeroporto que nunca pesquisou como chegar ao destino.
Qual escolher para uma viagem a dois?
Barichara.
Monsaraz.
São Miguel.
Bohinj.
Esses quatro combinam especialmente bem com uma viagem mais lenta.
Mas casais que gostam de aventura provavelmente colocariam Carretera Austral ou Wadi Rum na frente.
Romance não precisa significar pétalas sobre a cama.
Às vezes significa os dois tentando descobrir se pegaram a estrada certa no meio da Patagônia.
Qual escolher para aventura?
Aqui a competição fica séria.
Carretera Austral
Road trip, parques, rios, glaciares e longas distâncias.
Wadi Rum
Deserto, 4×4, trilhas e acampamentos.
Quebrada de Humahuaca
Altitude, montanhas e cultura andina.
São Miguel
Trilhas, vulcões e atividades ligadas à natureza.
Bohinj
Montanhas e Alpes Julianos.
A escolha depende principalmente do tipo de paisagem que você quer encontrar quando abrir a porta pela manhã.
Qual escolher para desacelerar?
Barichara.
Monsaraz.
Cabo Polonio.
Talvez Bohinj.
Nesses lugares, deixar espaço vazio no roteiro faz sentido.
Não tente transformar tranquilidade em produtividade turística.
Se você encontrou uma cafeteria agradável em Barichara e quer ficar ali uma hora:
fique.
Se está sentado diante do Lago Bohinj:
continue sentado.
O castelo não vai fugir.
Quanto tempo reservar?
Para destinos remotos, tente evitar viagens curtas demais.
Existe uma conta que muita gente esquece:
tempo de deslocamento também custa férias.
Se você precisa de:
voo internacional;
conexão;
outro voo;
ônibus;
carro;
balsa;
para finalmente chegar ao destino…
talvez passar apenas dois dias ali não faça muito sentido.
Quanto mais complexa a logística, mais importante fica dar espaço ao roteiro.
Melhor época para fugir do roteiro óbvio
Depende completamente do lugar.
Na Carretera Austral, o Chile Travel aponta dezembro a março como período mais favorável para percorrer a rota devido às condições climáticas e aos dias mais longos.
No norte argentino, altitude e temporada de chuvas precisam ser consideradas.
Em destinos de montanha europeus, inverno e verão criam experiências completamente diferentes.
No deserto da Jordânia, temperatura importa bastante.
Em ilhas como São Miguel, o clima pode mudar rapidamente.
Não procure:
“melhor mês para viajar”.
Procure:
“melhor mês para fazer aquilo que eu quero fazer”.
Essa pergunta produz respostas melhores.
Uma experiência especial: escolha um lugar sem “atração”
Em algum momento da viagem, faça uma coisa estranha.
Não vá a lugar nenhum famoso.
Pegue uma rua.
Uma estrada.
Uma pequena praça.
Um café.
Um mirante que apareceu no caminho.
Pare.
Talvez nada aconteça.
Essa é a ideia.
As viagens mais óbvias geralmente vêm com uma lista enorme de coisas que você “precisa” conhecer.
Quando você foge delas, surge espaço para uma das melhores partes de viajar:
descobrir alguma coisa sozinho.
Erros para evitar
O primeiro é confundir destino alternativo com destino sem estrutura.
O segundo é não pesquisar transporte.
O terceiro é subestimar altitude.
O quarto é presumir que lugares menos famosos serão baratos.
O quinto é chegar a áreas remotas sem reservas ou planejamento mínimo.
O sexto é dirigir longas rotas sem pesquisar combustível e condições das estradas.
E existe outro erro curioso:
transformar destinos menos conhecidos numa competição para provar que você é um viajante diferente.
Não precisa.
Se você ama Paris, vá para Paris.
Se sonha com Nova York, vá para Nova York.
Viajar fora do óbvio só faz sentido quando o lugar realmente desperta sua curiosidade.
Perguntas frequentes
Quais destinos internacionais menos óbvios valem conhecer?
Quebrada de Humahuaca, Barichara, Carretera Austral, São Miguel nos Açores, Monsaraz, Cuenca, Salta, Wadi Rum, Cabo Polonio e Bohinj oferecem experiências bastante diferentes dos roteiros internacionais mais tradicionais.
Onde viajar fora do Brasil para fugir de grandes cidades?
Barichara, Cabo Polonio, Monsaraz e Bohinj merecem atenção. São opções voltadas muito mais para paisagem, patrimônio ou tranquilidade do que para grandes atrações urbanas.
Qual destino diferente fica relativamente perto do Brasil?
O norte da Argentina e o Uruguai oferecem algumas das opções geograficamente mais próximas desta lista. Mas a facilidade real depende dos voos e conexões disponíveis a partir da sua cidade.
Onde viajar para ver paisagens completamente diferentes?
Wadi Rum oferece uma experiência desértica; Carretera Austral, Patagônia; Quebrada de Humahuaca, montanhas coloridas e paisagens andinas; São Miguel, paisagens vulcânicas e lagoas.
Qual destino pouco óbvio conhecer em Portugal?
Além de Lisboa, Porto e Algarve, os Açores e o Alentejo merecem atenção. São Miguel oferece natureza vulcânica, enquanto Monsaraz combina patrimônio medieval, Alqueva e observação do céu.
Existe destino diferente na Argentina além de Buenos Aires e Bariloche?
Sim. O norte argentino oferece regiões como Salta, Vales Calchaquíes, Jujuy e Quebrada de Humahuaca, com paisagens e cultura muito diferentes das imagens mais associadas ao país.
Destinos menos turísticos são mais baratos?
Não necessariamente. Regiões remotas podem aumentar os gastos com transporte, aluguel de veículo, passeios e logística. Compare sempre o custo completo.
Fontes consultadas
As características dos destinos e informações práticas foram verificadas em fontes oficiais de turismo. Condições de estrada, acesso, clima, documentação, transporte, preços e regras podem mudar e devem ser confirmadas novamente antes da viagem.
- Visit Argentina — Quebrada de Humahuaca. Referência sobre localização em Jujuy, patrimônio, paisagens, atividades e acesso pela Ruta Nacional 9.
- Visit Argentina — Região Norte. Referência sobre Purmamarca, Cerro de los Siete Colores, Salinas Grandes, Quebrada de Humahuaca e Cuesta del Obispo.
- Visit Argentina — Tilcara. Referência sobre cultura andina, Pucará de Tilcara, museus, gastronomia e tradições.
- Colombia Travel — Barichara: vila colonial. Referência sobre patrimônio, artesanato, arqueologia e paisagens da região.
- Chile Travel — Carretera Austral. Referência sobre os mais de 1.200 quilômetros da Ruta 7, parques, glaciares, rios, fiordes, balsas, condições da estrada e período recomendado.
- Chile Travel — Guia de viagem: destinos imperdíveis da Carretera Austral. Referência complementar sobre Futaleufú, acesso por Puerto Montt e Balmaceda e atrações da rota.
- Visit Azores — São Miguel. Referência sobre Sete Cidades, Lagoa do Fogo, praias, piscinas naturais, Ponta da Ferraria e características vulcânicas da ilha.
- Azores Trails — São Miguel. Referência sobre a rede oficial de percursos pedestres da ilha.
- Visit Portugal — Monsaraz. Referência sobre a vila medieval, castelo, Alqueva, monumentos megalíticos, gastronomia e observação do céu noturno.
- Visit Portugal — Relaxar no Alqueva, o Grande Lago. Referência sobre atividades no lago, Monsaraz, gastronomia e experiências na região.
- Ecuador Travel — Where to Go / Andes e Cuenca. Referência sobre o patrimônio histórico, arquitetura, paisagens e cultura andina da cidade.
- Jordan Tourism Board — Wadi Rum. Referência sobre patrimônio, paisagens desérticas, cultura beduína, experiências em 4×4, acampamentos e observação astronômica.
Conclusão
Talvez você não precise conhecer um lugar que ninguém conhece.
Precisa apenas olhar além da primeira página do roteiro.
A Argentina não termina em Buenos Aires.
Portugal não termina em Lisboa.
Colômbia não termina em Cartagena.
Chile não termina em Santiago.
Às vezes é justamente depois da atração mais famosa que a viagem começa a ficar interessante.
Talvez você acorde numa pequena cidade da Colômbia.
Dirija por uma estrada vazia na Patagônia.
Veja montanhas coloridas no norte argentino.
Entre numa lagoa termal nos Açores.
Ou esteja sentado no meio do deserto jordaniano quando o céu começar a encher de estrelas.
E provavelmente ninguém no trabalho vai saber exatamente onde você esteve.
Melhor ainda.
Você vai ter uma boa história para contar.
Categoria: Destinos
Subcategorias: Internacional | América do Sul | Fora do Óbvio
Palavra-chave principal: destinos fora do Brasil
Meta title: 10 Destinos Fora do Brasil Para Fugir do Óbvio
Meta description: Conheça 10 destinos fora do Brasil para fugir dos roteiros mais óbvios, com vilas históricas, desertos, ilhas, montanhas e road trips incríveis.
URL sugerida: /destinos-fora-do-brasil-fugir-do-obvio/
5 palavras-chave secundárias: destinos internacionais diferentes; lugares diferentes para viajar; destinos pouco óbvios; viagens internacionais fora do comum; lugares para conhecer fora do Brasil.
Links internos sugeridos: “10 destinos internacionais que podem sair mais barato do que você imagina”; “Primeira viagem internacional? 10 destinos para colocar no radar”; “10 lugares na América do Sul que todo brasileiro deveria conhecer”.
Próximo artigo do cluster: “10 Lugares Pouco Conhecidos na América do Sul Que Merecem Entrar no Seu Radar”.
Sugestão de imagem de capa: fotografia horizontal cinematográfica e extremamente realista de uma estrada estreita atravessando uma paisagem remota da Patagônia, montanhas e lago ao fundo, um pequeno carro distante e duas pessoas paradas num mirante. Sensação de descoberta e aventura, sem pontos turísticos famosos, sem luxo e sem texto.